Na qualidade de professor de línguas (Português e Inglês) vivo constantemente com diversos tipos de texto, interpretações, e produção. Tenho percebido que escrever não é uma coisa fácil e simples para muita gente, porque esse ato não é meramente uma prática automática robótica, e.g, quero escrever, sento-me aqui e escrevo.
Não. Toda a nossa alma vive essa tarefa. É um buscar interior dos assuntos, conteúdos, palavras, opiniões... enfim, de toda a carga emocional de uma pessoa.
Ao escrever o indivíduo se expõe ao mundo.
Ler o que foi escrito é conhecer um pouco da alma do escritor. Refiro-me à escrita de textos reflexivos, depoimentos, cartas, narrações, invenções, etc.
Aprender técnicas de escrita é fácil. O difícil é ter o que escrever.
Talvez o maior bloqueio que uma pessoa tenha na hora de escrever não seja a falta de leitura, nem de conteúdo, mas o pensamento implícito e (sub)inconsciente de: "O que vão pensar de mim?"
Acredito que ao pensar assim, o indivíduo se bloqueia as outras coisas. Como uma arma de defesa, ou como um forte que protege uma cidade, a mente dessa pessoa esconde tudo: conteúdo, leitura, experiências, saberes, pensamentos, etc, com o intuito de não expor se expor aos outros.
Por isso, acredito que se alguém vai escrever, deve ter coragem para isso e enfrentar. Não enfrentar o leitor, mas enfrentar a si mesmo. Vencer o medo e transpor a barreira.
Se não quer se expor ao mundo, então que se exponha a sim mesmo e seja ele crítico de si mesmo.
Se não quer se expor ao mundo, então que se exponha a sim mesmo e seja ele crítico de si mesmo.
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